A História do Microsoft Flight Simulator:
O FS (Flight Simulator) foi lançado em 1979 para PCs Mac, quando computadores pessoais ainda eram raros. Depois o jogo foi comprado pela Microsoft, que fez novas versões. O Flight Simulator se tornou mundialmente famoso com a sua sexta versão, conhecida como Flight Simulator 95 - para o também famoso sistema operacional Windows 95. A última versão lançada foi a décima, Flight Simulator X. O jogo ainda teve uma sobrevida com o lançamento de um sucessor, Microsoft Flight. Confira abaixo todas as versões do Flight Simulator:

 

 

FS1 (1979)

A história do Flight Simulator começa em 1979, quando a SubLogic lança o FS1 para Apple II. O programa inteiro pesava cerca de 13 mil bytes. A primeira versão era com fundo preto e gráficos em branco. Depois foi lançada uma nova versão com quatro cores.

Aeronaves: Cessna Skylane 182RG.

 

FS1 e 2 (1982)

Com o grande sucesso do FS1, a IBM e a Microsoft, que na época era uma pequena empresa de softwares, pediu a SubLogic a licença exclusiva do Flight Simulator. O cenário era limitado em quatro zonas: Chicago, Seattle, Los Angeles e Nova York/Boston.

Aeronaves: Cessna Skylane 182RG.

 

FS II (1983)

Com o sucesso da Microsoft, a Apple pediu para a SubLogic lançar uma nova versão do Flight Simulator para a plataforma Apple II. Surgia assim o FSII. Pela primeira vez um Flight Simulator teve versões em outras línguas: Alemão e Francês.
Com novos computadores chegando, foram lançadas novas versões do FSII. Na versão de 16 cores, pela primeira vez o avião que você estava pilotando podia ser visto. O cenário também foi expandindo, cobrindo agora todo os Estados Unidos. Foram lançados também disquetes com cenários adicionais (Europa e Japão).

Aeronaves: Cessna Skylane 182RG.

  

 

FS 3.0 (1988)

Criado pela BAO, mas liberado pela Microsoft para o PC. O FS3.0 tinha 16 cores, novo painel, novo cenário, melhores condições atmosféricas e multiplayer.

Aeronaves: Learjet 25, Cessna Skylane e Sopwith Camel.

 

FS 4.0 (1989)

A quarta versão foi uma melhoria da terceira. Com cenários melhores, o clima agora podia ser aleatório e novos aviões. Devido ao grande tempo para o lançamento da próxima versão do FS, novas melhorias foram produzidas. Mas essas melhorias eram feitas por terceiros, nasciam ai os Add-Ons para FS.

Aeronaves: Learjet 25, Cessna Skylane e Sopwith Camel, Planador Schweitzer 2-32.

 

FS 5.0 (1993)

A quinta versão tinha 256 cores, melhores e mais cenários, aeronaves e som. Foi a primeira usar texturas e os efeitos de som com áudio digital. Os cockpits eram personalizados para cada tipo de aeronave.

Aeronaves: Learjet 25, Cessna Skylane e Sopwith Camel, Planador Schweitzer 2-32.

 

FS 5.1 (1995)

Em 1995 foi lançado o primeiro Flight Simulator em CD-ROM. Além disso foram introduzidas no jogo várias melhorias como a resolução, que aumentou 32 vezes, melhores texturas e iluminação noturna. Foram usados também, imagens de satélite para os cenários e efeitos do tempo como chuva, névoa e nuvens em 3D.

Aeronaves: Learjet 25, Cessna Skylane e Sopwith Camel, Planador Schweitzer 2-32.

 

FS95 (1996)

O FS6.0 ou FSW95 ou FS95 foi lançado para o Windows 95. A partir daí o nome do jogo passou a ser usado de acordo com o Windows: ao invés de Flight Simulator 6.0, Flight Simulator for Windows 95. O FS95 tinha fácil instalação, 640x480 de resolução, elevada taxa de quadros, novos aviões e era totalmente texturizado. Novas aeronaves foram incluídas, como o Extra 300, aeronave de acrobacia aérea.

Aeronaves: Learjet 35, Cessna Skylane e Sopwith Camel, Planador Schweitzer 2-32, Boeing 737-400, Extra 300.

Requisitos mínimos de sistema:
- Windows 95
- processador 486DX2 (66MHz) ou maior
- 8MB de memória RAM
- 40MB de espaço livre em disco
- leitor de CD ROM de 2x ou mais rápido
- Monitor super VGA 256 cores ou superior

 

FS98 (1997)

Com resolução de 1280x1024 e 16 bits de cores. Pela primeira vez o jogo teve um helicóptero. O jogo utilizava os recursos da nova plataforma da Microsoft (Windows 98) e do DirectX. Esses recursos tornaram os gráficos mais realistas. Os problemas de áudio e vídeo do Flight Simulator 95 foram reduzidos. Dessa vez cada aeronave podia ter o seu próprio painel e efeitos sonoros. O cenário também passou a abranger o mundo todo, porém o cenário era mais detalhado nos Estados Unidos, Europa e Japão. O FS98 atingiu a marca de mais de três mil aeroportos (na versão anterior eram pouco mais de trezentos). Foi também a primeira versão a utilizar placas gráficas em 3D, com o DirectX; isso permitiu aumentar o desempenho do jogo e gráficos mais realistas. O FS98 foi também o primeiro a ter tráfego aéreo, onde havia a simulação de outras aeronaves decolando, pousando e taxiando nos aeroportos (Porém não era disponível em todo o cenário).

Aeronaves: Bell 206B JetRanger III, Learjet 45, Cessna 182S, Cessna 182RG, Extra 300S, Boeing 737-400, Planador Schweitzer e Sopwith Camel.
Aeroportos: 3 mil
Aeroportos do Brasil: Aeroporto Internacional do Galeão (Rio de Janeiro) e Aeroporto Internacional Augusto Severo (Natal).

Requisitos mínimos de sistema:
- Windows 95 ou NT 4.0 ou superior
- processador 486DX2 (66MHz) ou maior
- 8 MB de memória RAM (recomendado: 16MB)
- 75 MB de espaço livre em disco
- leitor de CD ROM de 2x ou mais rápido
- Opcional: Direct 3D ou compatível

AERONAVES:

Bell 206 JetRanger III

Cessna 182S

Cessna Skylane 182RG

Learjet 45

Boeing 737-400

Extra 300S

Schweizer 2-32

Sopwith Camel

 

Também foi lançada uma expansão com cenários foto-realisticos baseados em imagens de satélite de San Diego e novas missões em Los Angeles.

 

 

Add-Ons:
O FS98 foi um dos pioneiros na criação de Add-Ons: novas aeronaves, cenários, painéis e outros. No caso do Brasil, os únicos aeroportos presentes no jogo eram o Galeão e Santos Dumont - no Rio de Janeiro - e Augusto Severo, em Natal. Sendo assim, muitos aeroportos brasileiros foram criados como add-ons.

EXTRAS:
Quer relembrar o FS98? Então baixe o Boeing 737-800 para FSX com as cores do Boeing 737-400 do FS98: http://flyawaysimulation.com/downloads/files/2452/fsx-fs98-legacy-boeing-737-800/

Assista o vídeo de inauguração do FS98:
 

 

FS2000 (1999)

O Flight Simulator 2000 foi o primeiro a ter duas versões, uma para usuário e outra "pro" (profissional), com mais aeronaves. Para que a simulação seja a mais perfeita possível, o software segue as normas definidas pelos tratados internacionais de aviação, particularmente a Convenção de Chicago - principal documento que rege a aviação comercial no mundo. São essas regras que garantem os princípios de padronização dos procedimentos em aeroportos grandes e pequenos. O jogo também possibilitava o vôo por instrumentos, interceptar ILSs (Sistemas de Pouso por Instrumentos), fazer órbitas, bloquear estações e ouvir ATIS (Sistema de Informação Automática de Terminal). O Sistema de Posicionamento Global (Global Positioning System - GPS), só foi implementado nesta versão do software. O GPS estará presente em qualquer uma das aeronaves da lista. Os painéis ficaram mais ajustáveis e mais opções de configurações como os botões de altímetro, a mudança de freqüência de rádio e os ajustes de display de algumas aeronaves, que permitem a observação de mais detalhes de seus motores. O piloto automático ficou mais realista (nos Flight Simulator anteriores só havia teclas de atalho para ativar e desativar esse recurso). O FS2000 atingiu a marca de 20 mil novos aeroportos. Finalmente se podia simular longos vôos internacionais.

Recursos do Flight Simulator 2000 Professional Edition:

  • Duas aeronaves adicionais o Mooney Bravo e o Raytheon (Beechcraft) King Air 350.
  • Seis cidades detalhadas adicionais: Boston, Washington DC, Seattle, Tóquio, Berlim e Roma.
  • Dois painéis de instrumentos IFR (Instrument Flight Rules) extra grandes e de alta-resolução para treinamento e proficiência.
  • Editor “Flight Dynamics”
  • Editor de painéis de instrumentos
  • Manual impresso expandido

 

Aeronaves: Aérospatiale-BAC Concorde, Boeing 777-300, Bell 206B JetRanger III, Learjet 45, Cessna 182S, Cessna 182RG, Extra 300S, Boeing 737-400, Planador Schweitzer e Sopwith Camel.
Aeroportos: 20 mil.

Requisitos mínimos de sistema:
- Windows 95/98/NT
- processador de 166 MHz
- 64 MB de memória
- 50 MB de espaço livre em disco
- leitor de CD ROM de 8x
- placa de vídeo com 4 MB
- DirectX 7 ou superior

Opcional:

  • Placa de vídeo aceleradora 3-D ou chip compatível com o Microsoft Direct3D® versão 6.0 API
  • Microprocessador com instruções KNI ou 3DNow
  • Periféricos com a tecnologia Force Feedback e compatíveis com o Microsoft DirectX® 6.0 API
  • Acesso à Internet. Taxas de tempo de conexão e de tarifas telefônicas podem ser aplicadas.

    Requisitos para vôo com mais de um jogador:
  • Modem de 28,8 kbps, rede local com protocolo TCP/IP ou IPX, ou cable modem requerido para conexão com outros sistemas.
  • Para jogar na Internet Gaming Zone (zone.msn.com), você precisa ter um dos seguintes browsers: Microsoft Internet Explorer 3.02 ou posterior ou Netscape Communicator 4.0 ou posterior.

 

Aeronaves:

Aérospatiale-BAC Concorde

Boeing 777-300

Bell 206B JetRanger III

Learjet 45

Cessna 182S

Cessna 182RG

Extra 300S

 

Boeing 737-400

Planador Schweitzer

Sopwith Camel

King Air 350

Mooney Bravo

Add-Ons:
Com o FS2000 os Add-Ons cresceram ainda mais e ainda era possível converter aeronaves do FS95 e FS98 para FS2000.

 

FS2002 (2001)


O Flight Simulator 2002 deu um grande "salto". A melhora no cenário, aeronaves e efeitos sonoros eram evidentes, em relação a versão anterior. Os detalhes de realidade no Flight Simulator 2002 superam a versão anterior, desde os pormenores visuais aeroportuários até a qualidade das texturas e das formas das aeronaves. A Cabine Virtual, simulava o ponto de vista do comandante ou do co-piloto, ou de qualquer ponto da cabine. Diferentemente da precária Cabine Virtual da versão anterior, agora os instrumentos principais mostravam os comandos de teclado e de joystick, bem como as informações de navegação. Ao impor a potência máxima, você vê as manetes indo até o batente. Ao abaixar os flaps, as alavancas se mexem vagarosamente. O jogo passou por várias atualizações estruturais e progrediu muito em jogabilidade e controle, vários itens antes indisponíveis agora eram ajustados no clique do mouse. O FS2002 tinha novas visões da cabine, que eram réplicas dos verdadeiros painéis da Boeing. Novas aeronaves foram adicionadas, como o Cessna Caravan anfíbio, que não depende de aeroporto para pousar.
A grande inovação do FS2002 foi o Serviço de Tráfego Aéreo. Agora o jogador não estava mais sozinho, Serviço de Tráfego Aéreo mostrava o caminho das pistas de táxi, a pista de pouso e decolagem em uso, o tempo, o ajuste de altímetro... Após o táxi, a torre dá a autorização para decolar. Há a possibilidade de se escolher entre 3 ou 10 vozes a serem utilizadas. O GPWS (sistema que avisa as altitudes que estão sendo cruzadas) foi construído como um "adicional" criado por particulares desde o FS98.
O FS2002 também melhorou bastante os danos que podem ser causados na aeronave. Se você pousar rápido demais, ou pousar com uma velocidade vertical muito alta, o trem de pouso pode quebrar. Se você cair na água, a aeronave afunda. Em aeronaves de hélice é possível quebrar o motor, raspando com as hélices no solo.
A jogabilidade se profissionalizou ainda mais; os ajustes de rádios permitiam a utilização do modo standby e a utilização dos dois rádios de comunicação também é possível, onde pode-se ouvir o ATIS e transmitir ao mesmo tempo e também os botões de seleção de áudio, pelos quais você escolhe que estações você pretende ouvir, inclusive os marcadores, os NDBs, etc. As aulas, os vôos introdutórios e as missões do simulador ficaram mais bem explicadas e o usuário podia imprimir os mapas presentes nos subdiretórios respectivos a cada missão selecionada.
O FS2002 também vinha com duas versões, a "Standart" e a "Professional Edition", está última com mais aeronaves e mais recursos.

Aeronaves: Sopwith Camel, Planador Schweitzer 2-32, Cessna Skyhawk 172, Cessna Skylane 182S/R RG, Extra 300S, Cessna 208 Caravan Anfíbio, Learjet 45, Boeing 737-400, Boeing 747-400, Boeing 777-300, Bell 206B JetRanger.
Aeronaves apenas no "Professional Edition": Beech Baron 58, Beechcraft King Air 350, Cessna Grand Caravan, Mooney Bravo.
Aeroportos: 21 mil.

Requisitos mínimos de sistema:
- Windows 95/98/Me/2000/XP
- processador Pentium II 300Mhz ou superior
- 64 MB de memória RAM
- 650 MB de espaço livre em disco
- Drive de CD-ROM com velocidade quádrupla ou superior
- Placa de vídeo com 8 Mb, compatível com DirectX 8.0a
- DirectX 8.0 ou superior
- Monitor Super VGA com no mínimo 16 cores
- Placa de som compatível com o Microsoft DirectSound® 6.0 API
 

AERONAVES:

Boeing 737-400

Boeing 747-400

Boeing 777-300

Bell 206B JetRanger III

Cessna 208 Caravan on Amphibious Floats

Cessna 208 Grand Caravan

Cessna 172S Skyhawk SP

Cessna 182S Skylane

Cessna Skylane RG

Extra 300S

Learjet 45

Mooney Bravo

Raytheon BE58 Baron

Beech King Air 350

Schweizer 2-32

Sopwith Camel

Add-Ons:
Os Add-Ons continuaram com o FS2002 e muitas aeronaves das versões anteriores FS2000 e FS98 eram compatíveis com o FS2002.

 

 

 

FS2004 (2003)

O Flight Simulator 2004 "A Century of Flight", também ficou conhecido como FS9, voltando à antiga tradição do nome do Flight Simulator. A novidade do FS2004 são aeronaves históricas para a aviação, que em 2004 completou um século. O 14Bis não vem no jogo, mas a Microsoft possibilitou o download da aeronave posteriormente em seu site. A cada Flight Simulator lançado pode-se esperar uma evolução visual em relação a seus antecessores. E o novo FS2004 não foge à regra. Tudo bem que as diferenças entre o FS2000 e o FS2002 eram bem mais nítidas, mas o novo FS2004 consegue apresentar texturas de terrenos e aeronaves ainda mais condizentes com a realidade. As principais melhorias foram no ATC, GPS e a possibilidade de obter a informações meteorológicas da região em tempo real.
O ronco dos motores e as conversações via rádio entre torre e aviões são reproduzido com surpreendente fidelidade.
O FS2004 é um projeto que começou do zero. Até o FS2002, utilizava-se uma mesma engine, antiquada, para o desenvolvimento do jogo. O FS2004 exige mais dos computadores, mas compensa com inúmeros aprimoramentos perceptíveis durante o jogo. Os destaques não param por aí. O FS2004 se gaba de possuir TODOS os aeroportos registrados do mundo, que vão desde aeroportos internacionais a pistas em fazendas.

Aeronaves: Sopwith Camel, Planador Schweitzer 2-32, Cessna Skyhawk 172, Cessna Skylane 182S/R RG, Extra 300S, Cessna 208 Caravan Anfíbio, Learjet 45, Boeing 737-400, Boeing 747-400, Boeing 777-300, Bell 206B JetRanger.
Aeroportos: 24 mil
Principais  Novidades:
- Novos cenários e aeroportos
- "AutoGen Scenery" e maior detalhamento do cenário, aeroportos e aeronaves.
- Sistema meteorológico dinâmico e novos e melhores efeitos como neve, chuva, neblina, nuvens e Sol.

Requisitos mínimos de sistema:
- Windows 95/98/Me/2000/XP
- processador de 450 MHz
- 128 MB de memória
- 1,8 GB de espaço livre em disco
- leitor de CD ROM de 8x
- placa de vídeo com 8 MB
- DirectX 9 ou superior

ERONAVES HISTÓRICAS:

O WRIGHT FLYER DE 1903
Quase sem financiamento e movidos por uma ingênua ambição, dois proprietários de uma loja de bicicletas ajudaram a mudar o curso da história ao realizar vôo motorizado em um equipamento extremamente "rudimentar" aos olhos de hoje. Difícil de controlar e incapaz de carregar mais de 70 quilos, incluindo o piloto, o Wright Flyer superou outras equipes de engenharia financiadas por polpudos investimentos na época. Hoje podemos facilmente imaginar a euforia causada por este que é considerado um dos primeiros vôos, mas inicialmente, era difícil imaginar que hélices de madeira girando com correias de bicicleta e asas revestidas de pano poderiam ajudar a criar toda uma indústria mundial de aeronáutica. Depois de várias tentativas de decolagem, o vôo bem sucedido teve a duração de exatos 12 segundos. 


O JN-4D "JENNY" DE CURTISS
Entre 1915 e 1920, foram construídos mais de 10 mil "Jennys", transformando o JN 4D de Curtiss na primeira aeronave produzida em larga escala. Mais de 9 mil pilotos - 95% norte-americanos - aprenderam a pilotar no destacamento aéreo do exército durante a 1ª Guerra Mundial. Em 1919, logo depois da guerra, os aviões de treinamento deixaram de ter utilidade e o exército os vendeu a preços irrisórios. Assim, rapidamente começa a proliferar a era do barnstorming:vôos de entretenimento promovidos pelos veteranos de guerra, realizados em regiões agrícolas que reuniam curiosos em torno dos celeiros, ou "barns". Centenas de civis norte-americanos tiveram o privilégio de empreender seu primeiro vôo em um Jenny, durante os populares shows aéreos de barnstorming. Os pilotos veteranos, pelas grandes dificuldades financeiras do pós-guerra, passaram a ganhar a vida fazendo acrobacias ou convidando curiosos e populares a passeios aéreos, cobrando o preço do ingresso. Graças ao talento do projetista Curtiss, os motores foram transferidos da parte traseira para a parte dianteira do avião, uma alteração revolucionária no design de aeronaves para a época. A exigência foi feita pelo exército americano para maior segurança de seus pilotos em caso de colisão. Até hoje, a base de projeto dos pequenos bimotores ainda traz vestígios do projeto do JN. 


O F.B.27A VIMY DE VICKERS
Muitas pessoas consideram a travessia solitária de Charles Lindbergh sobre o Atlântico um feito maior que a primeira travessia ininterrupta de 1919. O avião Vimy de Vickers foi responsável por uma travessia muito mais atribulada e ainda mais aventurosa, por levar dois homens a bordo. As asas do Vimy tinham uma envergadura de 20 metros e eram feitas de madeira e tecido. Com instrumentos primitivos, uma mecânica pouco confiável e uma cabine aberta, Jack Alcock e Arthur Brown fizeram a primeira travessia sobre o Atlântico, saindo de Newfoundland, no Canadá, até a Irlanda. Originalmente um avião-bombardeiro, projetado para levar, à noite, uma tonelada de armamentos de Londres a Berlim, o Vimy permitia um planar perfeito devido à ampla superfície de suas asas. Durante toda a travessia do Atlântico, Alcock e Brown enfrentaram condições climáticas extremamente adversas, precipitando-se em queda livre até uma altura de 100 pés sobre o Atlântico Norte em determinado momento. Seus instrumentos de navegação incluíam apenas uma bússola e as nuvens densas lhes impossibilitavam a orientação pelas estrelas. Sua chegada ao destino lhes valeu um prêmio de 10 mil libras esterlinas, equivalentes a quase US$ 500 mil dólares em valores atuais. 


O RYAN NYP "SPIRIT OF ST. LOUIS"
Depois da travessia do Vimy, um restaurador Americano ofereceu 25 mil dólares para a primeira tripulação capaz de cumprir a difícil rota que separava Nova York de Paris. Oito anos depois deste anúncio, ninguém ainda havia conquistado o prêmio. Foi então que Charles Lindbergh se antecipou a outros candidatos e conquistou o grande prêmio, concluindo sua primeira travessia entre Nova York e Paris, sem escalas. Os dois principais rivais de Lindbergh investiram mais que o valor do prêmio para construir suas aeronaves: o comandante Richard Byrd gastou US$ 100 mil em um Fokker Trimotor. Entretanto, no afã pelo prêmio de Paris, sacrificando conforto, isolamento acústico, visão dianteira e, surpreendentemente, manejo previsível dos instrumentos, Lindbergh gastou a irrisória quantia de US$ 10,580.00 na construção de seu Ryan NYP. 


FORD 4-AT-E TRI-MOTOR
O transporte aéreo transcontinental chegou às manchetes dos jornais apenas em 1929, quando o tempo de vôo entre Nova York e Los Angeles foi reduzido a meras 48 horas. A travessia destes passageiros que embarcavam no Ford Tri-Motor era feita durante o dia, por ar, e à noite, de trem. Aqueles que podiam realizar uma viagem deste tipo pagavam caro, mas gabavam-se de uma viagem ao mesmo tempo elegante e revolucionária, ainda que extremamente desconfortável. A grande diversão da classe alta nos eletrizantes anos 20 era pagar por uma viagem aérea. Esse fato era sempre divulgado com grande pompa pela recém fundada TAT - Transcontinental Air Transport. O serviço, a decoração e as refeições de bordo altamente sofisticadas, ao som de três motores radiais acionados por manivelas e no embalo de fortes vibrações. O Ford Tri-Motor era bastante estável nas calmarias - mesmo para os padrões atuais - mas castigava severamente seus passageiros pelo fato de voar nas turbulentas baixas altitudes, obrigando freqüentemente seus nobres ocupantes a se render às forças da natureza.


MODELO 5B VEGA DA LOCKHEED
Elegante, aerodinâmico e quase 80% mais rápido que seus concorrentes mais próximos dos anos 20, o Vega podia transpor 1.000 milhas com passageiros, sem reabastecer ou até 2.500 milhas com a cabine modificada para levar tanques adicionais. Quase todos os pilotos famosos da época tentavam superar sucessivos recordes, voando nos modelos Vega, aproveitando a inédita relação de velocidade e autonomia. Hoje, o Vega em que Amelia Earhart atravessou os Estados Unidos e o Oceano Atlântico se encontra no Smithsonian Air and Space Museum, em Washington, D.C. Os instrumentos com os quais Amelia voou eram substancialmente mais confiáveis que outros instrumentos disponíveis na época, mas a piloto continuava a não ter visibilidade alguma sobre o horizonte, devido ao motor radial de 45 cavalos que ainda ocupava muito espaço. Mas o Vega foi responsável por grandes feitos da aviação e por tornar famosos vários pilotos. 


DOUGLAS DC-3
O DC-3 passou a incluir alguns itens básicos de conforto das modernas aeronaves de passageiros e uma performance otimizada para o transporte de carga. Alguns DC-3 ainda são usados atualmente como aviões de fretamento. Nunca antes os passageiros haviam se beneficiado de isolamento acústico, temperatura amena na cabine ou água encanada nos lavatórios. O Douglas Commercial, definitivamente, inaugurava uma nova era. Encomendado pela Transcontinental à Douglas Aircraft Company, o DC-3 tinha que cumprir especificações que exigiam velocidade, autonomia, capacidade de carga e a possibilidade de decolar e com sua própria força motriz. O Douglas também inaugurou a fuselagem monocoque, flaps hidráulicos, propulsores de pitch controláveis e trens de pouso retráteis. A oportunidade de lucro vislumbrada pelo transporte de um número maior de passageiros viabilizou o nascimento da indústria da aviação civil da forma como a conhecemos hoje. 


DEHAVILLAND DH-88 "COMET"
O DH-88 Comet foi construído por encomenda pelo fabricante britânico deHavilland para participar do troféu MacRobertson num vôo da Inglaterra para a Austrália, por um prêmio de 10 mil libras australianas. Hoje, essa aeronave mais se parece com um avião da esquadrilha da fumaça. Construído inteiramente em madeira (com exceção do motor e do trem de pouso), o Comet transportava todo seu combustível na fuselagem, em frente à cabine do piloto. Isso possibilitou um design absolutamente delgado, com asas em formato de lâminas e uma visibilidade dianteira extremamente limitada. Utilizando menos de um terço da potência do DC-2, seu concorrente mais ferrenho, os engenheiros da deHavilland tinham que manter o Comet leve e delgado a qualquer custo, daí suas asas anoréxicas. O Comet vermelho, batizado de "Grosvenor House", fez sua viagem inaugural apenas 11 dias antes do início da competição. Seus pilotos lutaram contra o cansaço e contra os problemas mecânicos por mais da metade dos três dias que os separavam do destino. Mas conquistaram a vitória, com um só motor em funcionamento. 


PIPER J-3C-65 "CUB"
Pequeno, leve, relativamente barato e, acima de tudo, uma obra de arte em simplicidade, é possível que o Piper Cub incorpore mais recursos de vôo de lazer e porte compacto que qualquer outra aeronave. Totalmente carregado e abastecido, o primeiro Piper Cub não chegava a pesar 500 quilos. Sua leveza obrigava os pilotos de vôo solo a sentar no assento traseiro para melhor distribuir o peso. Com uma manivela que acionava a hélice, os pilotos que não tivessem uma "tripulação de terra" tinham que amarrar ou colocar um calço no avião até que ele estivesse pronto para a decolagem; depois tinham que desatar o nó, ou remover o calço e saltar de volta para dentro do avião. Não era raro assistir cenas onde o avião levantava vôo e o piloto corria em seu encalço, ou até cenas de decolagem de Piper Cubs sem pilotos a bordo. 

 

AERONAVES MODERNAS:

BEECHCRAFT BARON 58

A harmonia do controle de vôo sempre foi a marca registrada da linha Bonanza. O Beech Baron 58 é considerado o bimotor leve mais clássico de sua categoria e a aeronave favorita de todos os tempos. Amplamente testado, o Baron 58 foi recentemente atualizado com novos motores Continental Special e ainda combina o atraente design do Beechcraft com a confiabilidade de um avião bimotor, resultando em uma magnífica e eficaz aeronave. Ao surgirem os primeiros bimotores leves, na década de 50, os entusiastas da aviação imediatamente o classificaram como o ponto alto em matéria de transporte aéreo individual, atributo mantido até hoje, mais de 50 anos depois. O Baron 58 é foi projetado para oferecer conforto e segurança simultaneamente. Além do valorizado design, se abastecido pode transportar até 420 quilos de carga ou passageiros, com autonomia de 1.340 milhas náuticas e 45 minutos de reserva. Os dois motores de 300 hp TCM IO-550-C, de seis cilindros, com injeção de combustível permitem decolar em pistas de 420 metros e razão de subida de 1.700 pés por minuto, mesmo quando totalmente carregado. A relação de capacidade de carga útil e velocidade do Baron é superior a qualquer bimotor movido a pistão fabricado até hoje. 

BEECHCRAFT KING AIR 350

Com mais de 5.000 unidades vendidas, nenhuma outra aeronave comercial movida a turbina pode comparar-se ao sucesso do Beech King Air. Houve um tempo em que quase 90% dos aviões de passageiros eram King Airs. O King Air foi projetado como uma alternativa turbo-hélice do Queen Air, suplantando-o e firmando-se como um elegante bimotor de alta performance, cabine pressurizada e a opção número um entre os aviões turbo-hélice executivos. Embora seja certificado para transportar até 17 pessoas, ele comporta de 9 a 11 passageiros, sendo freqüentemente utilizado no transporte executivo. Sua estrutura destaca-se pelas eficientes asas e pelo sistema de flapes e ailerons projetado pela NASA. A cauda em T do Super King Airs foi desenhada para oferecer à aeronave maior aerodinâmica, força de controle mais leve e um melhor centro de gravidade. Muitos dos atuais pilotos de grandes aeronaves comerciais começaram sua carreira dentro da cabine do King Air. Pilotar um elegante Beech é a melhor transição para entrar no mundo mais complexo dos aviões movidos a turbinas e aeronaves de grande porte. 

BELL 206B JETRANGER III

A série Bell 206 acumula estatísticas surpreendentes. Atualmente, há no mundo mais de 6.000 JetRangers que cumprem as mais diversas funções como transporte executivo, vigilância policial, resgate e treinamento da divisão de aviação do Exército norte-americano. Esta série de aeronaves já ultrapassou 26 milhões de horas de vôo e alguns JetRangers já excederam a marca de 30 mil horas individuais de vôo. Embora alguns helicópteros sejam comumente instáveis e difíceis de voar, o JetRanger está certificado para ser operado por um único piloto em condições de IFR, provando sua facilidade de uso. Em 1994, o executivo texano Ron Bower percorreu 21 países e 24 fusos horários em 24 dias, pilotando um Bell 206B JetRanger III, em vôo solo ao redor do mundo. Ao fim da viagem, Bower quebrou todos os recordes anteriores de volta ao mundo em helicópteros, com 23 mil milhas acumuladas, sendo o último recorde superado em quase cinco dias. O JetRanger III é mais econômico na operação e manutenção que qualquer outra aeronave de sua categoria e seu valor de revenda é o mais elevado entre todos os helicópteros leves. Segurança e qualidade são os segredos que transformaram o JetRanger na linha de helicópteros de maior sucesso no mundo. 

BOEING 737-400

Não é nenhuma surpresa o fato de o maior fabricante mundial de aeronaves comerciais coincidir com o produtor de jatos mais conhecido do mundo. Em junho de 1987, o 737 tornou-se o jato comercial de passageiros mais vendido no mundo, ultrapassando a marca das 1.831 unidades vendidas e superando o 727 da própria Boeing, campeão invicto até então. Mas nem sempre o mercado foi tão favorável à empresa. Nos primeiros anos de produção, a Boeing recebia pedidos tão escassos que a empresa quase cancelou seu programa de jatos. Mas a situação reverteu-se e o 737 400 pôde comprovar sua competência em mais de três décadas de serviço. A razão do grande sucesso do 737 é a flexibilidade de seu projeto. Ele se presta a grandes modificações que atendem às mais diversas necessidades dos clientes. Atualmente há sete modelos do 737 em produção. A possibilidade de adquirir diferentes versões de um mesmo modelo permite que as companhias aéreas ajustem a aeronave a diferentes rotas e capacidades de passageiros, mantendo menos itens em estoque, equipes de serviços mais enxutas e custos de manutenção, suporte e serviços mais baixos. Como todos os demais jatos desta família, a tripulação está totalmente familiarizada com o equipamento: um piloto qualificado a voar uma aeronave desta série pode pilotar todas as demais. 

BOEING 747-400

Há mais de 30 anos, o 747 fez sua viagem inaugural entre Nova York e Londres. Desde então, tornou-se padrão comparativo para outros jatos de passageiros de grande porte. Seu tamanho, alcance, velocidade e capacidade sempre foram e ainda são os melhores de sua categoria. Quatro anos depois, a empresa lançou o modelo 747-400, adquirido em primeira mão pela Northwest Airlines. Este modelo foi projetado para ampliar a já excelente capacidade e alcance do 747 original, mas a partir de uma liga de alumínio mais leve e peças mecânicas adaptadas do 757 e 767. O novo produto atendeu aos requisitos de qualidade e desde maio de 1990, o único modelo do Boeing 747 produzido é o 747-400, numa bem sucedida seqüência de vendas ininterrupta. O 747 acumula uma série de recordes. Em parte devido ao uso de materiais avançados como grafite e ligas leves de alumínio em substituição aos metais pesados, o 747-400 conseguiu reduzir consideravelmente seu peso em relação ao modelo -300. Isso resultou em um novo recorde, estabelecido em 27 de junho de 1988 pela Northwest Airlines ao atingir uma altitude de 2.000 metros com o peso bruto de 404.810 quilos. O 747-400 pode voar 12.570 quilômetros sem reabastecer. Este fato, acrescido de sua ampla capacidade de passageiros, faz dele a aeronave de menor custo por assento/milha de qualquer jato de cabine dupla do mercado. Sua taxa de disponibilidade - percentual de decolagem sem atraso por motivos técnicos - é de 98,8%. 

BOEING 777-300

Sua aparência externa pode até assemelhar-se a jatos conhecidos há muitos anos. Seu interior, entretanto, inspira inovação. A mais nova aeronave da extensa e orgulhosa família de jatos da Boeing é o 777, freqüentemente denominado "Triple Seven". Este jato bimotor de longo alcance foi entregue pela primeira vez em 1995 para preencher a lacuna de mercado deixada entre o 747 e o 767. Sua capacidade máxima é de 386 passageiros. A origem do 777 é única na história da Boeing. A aeronave foi projetada a partir de sugestões de futuros clientes. Equipes de engenharia das companhias de aviação trabalharam lado a lado com os engenheiros da fábrica da Boeing. O 777 foi o primeiro avião totalmente desenhado por computador. Através de aplicações CATIA (Computer Aided Three-Dimensional Interactive Applications), projeto interativo tridimensional, cada sistema e componente do avião foi criado e ajustado por computador antes do início da produção. O projeto foi tão bem sucedido que a Boeing sequer criou uma maquete do avião em escala total. Dessa forma, após alinhar por laser as principais secções e asas do primeiro produto final, as extremidades das asas estavam desalinhadas em apenas 0,001 polegada e a fuselagem tinha um erro de alinhamento de apenas 0,023 polegada. 

CESSNA SKYHAWK SP MODELO 172

Em termos técnicos, o Cessna 172 é um avião estável e bastante confiável. A maioria dos pilotos tem em seu histórico pelo menos algumas horas em um Cessna 172. A maioria das escolas de pilotagem utiliza esta aeronave para treinar futuros profissionais. Os primeiros protótipos ficaram prontos em 1955 e até hoje já foram produzidos mais de 35.000 C172, tornando-os os monomotores mais populares do mundo. Como um dos primeiros aviões triciclo do mercado, o 172 rapidamente tornou-se o favorito de muitos pilotos comerciais. Sua confiabilidade e facilidade de manejo, além de uma engenharia robusta e permanentes atualizações na estrutura garantiram contínua popularidade ao produto nos últimos 35 anos. As atualizações realizadas no 172 sempre foram muito criteriosas e consistentes. A elegante cauda foi projetada em 1960. O prático vidro panorâmico traseiro foi incluído em 1962. Em 1964, o Cessna passou a utilizar um motor Lycoming de 150 cavalos em substituição ao velho Continental refrigerado a ar, de seis cilindros, dos modelos 172 originais. O modelo Cessna SP traz outra atualização no motor que lhe propicia um PMD (peso máximo de decolagem) ainda melhor: um motor Textron-Lycoming IO-360, de 180 hp de injeção de combustível, o que significa 20 hp a mais que o 172R e PMD de 1.156 kg, ou seja, 113 kg a menos que o 172R. 

CESSNA SKYLANE MODELO 182S

Quando percebeu que seu modelo 180 tinha boa aceitação no mercado, a Cessna procurou uma maneira de fazer dele um sucesso ainda maior. A resposta foi o Cessna 182, que voou pela primeira vez em 1956 e teve seu grande avanço no trem de pouso Land-O-Matic patenteado, que facilitou a aterrissagem e as demais manobras em terra, atraindo uma série de pilotos que não queriam mais voar em aeronaves com trem de pouso central. Este produto foi sendo aperfeiçoado, modificado e apresentado em versões de câmbio retrátil e motor turbo por todo seu ciclo de vida. Como todos os outros aviões da Cessna movidos a pistão, a produção deste foi interrompida em 1986 em decorrência do mercado e do alto valor do seguro do produto. Agora, o 182 está de volta. Ao longo destes anos, a ausência de peso do Skylane aumentou bastante, ao passo que a carga útil decresceu. Por ter mantido o mesmo sistema de motores, suas velocidades máxima e de cruzeiro aumentaram ligeiramente. Todos os modelos também aumentaram sua capacidade de combustível. Não é difícil descobrir porque a Microsoft escolheu o Cessna 182 desde a primeira versão de seu Flight Simulator. Trata-se de uma lenda viva da aviação, tanto no mundo real como no mundo dos simuladores de vôo. 

CESSNA CARAVAN C208 ANFÍBIO

O Cessna Caravan é capaz de levá-lo ao lugar que você quiser. Inicialmente lançado pela Cessna em 1985, ele foi projetado para pousar em qualquer superfície, fosse em terra ou na água. Sem dúvida, o produto não frustrou as expectativas de seus criadores. Sempre que uma carga precisa chegar a um lugar deserto ou distante, seja a um ferido de algum remoto lago do Alasca, ou a um inóspito sítio arqueológico, o Caravan está sempre a postos. O primeiro Caravan anfíbio foi certificado em março de 1986 e lançado comercialmente dois meses depois. No mercado de aviões anfíbios, o trem de pouso é substituído por dois esquis ou flutuadores. Entretanto, cada flutuador contém dois trens de pouso retráteis, tornando a aeronave totalmente versátil. Cada flutuador pode comportar 90 quilos de equipamentos em seus compartimentos à prova d'água. O Cessna Anfíbio também tem uma quilha vertical nos estabilizadores horizontais e dois lemes retráteis que lhe proporcionam maior equilíbrio de flutuação e controle sobre a superfície da água, além de uma inigualável capacidade de executar manobras.

CESSNA GRAND CARAVAN C208B

No projeto inicial do Gran Caravan C208B, a Cessna aproveitou a fuselagem de um modelo 207 Stationair ampliando-a. Entretanto, não demorou muito até que a Cessna descobrisse é necessário partir do zero para criar uma aeronave que proporcione capacidade de carga e de combustível suficientes. Embora o primeiro protótipo tenha aproveitado uma parte do design do 207, o projeto final do Caravan não tinha um antecessor efetivo. As aeronaves Caravan têm amplos tanques de combustível e trens de pouso robustos para assegurar pousos tranqüilos em pistas de terra. Além disso, seus trens de pouso permitem substituição por flutuadores para pousos na água. Os aviões Caravan também possuem asas de grande envergadura que lhes permitem baixar rapidamente em pistas de pouso de curta distância e em qualquer terreno. Os 16 metros quadrados de asa sustentam a capacidade total de 335 galões de combustível. 

EXTRA 300S

Se aviões fossem cavalos, o Extra 300S seria um campeão puro-sangue. Efetivamente o Extra 300 foi originalmente projetado para participar de competições da categoria "Unlimited". O 300S combina leveza a um motor de 300 hp e a uma sutil harmonia de controles em uma aeronave que já venceu vários campeonatos mundiais de acrobacias aéreas. Como uma variação do modelo 300 de dois assentos, a asa do modelo de assunto único 300S foi rebaixada em oito polegadas para propiciar melhor visibilidade de solo e aprimorar a aparência geral da aeronave. Depois do lançamento deste tão aguardado modelo, em março de 1992, três dos quatro aviões produzidos na ocasião voaram no campeonato mundial de julho de 1992. O Extra 300S tem uma incrível razão de roll-rate: 400 graus por segundo. Também é impressionante a precisão com a qual as manobras podem ser executadas nas mãos de um piloto experiente, como a famosa acrobata Patty Wagstaff. Ao assistir a um de seus shows de acrobacias aéreas, tem-se a impressão que seu avião está sobre os trilhos de uma montanha russa. A maior parte das aeronaves desta categoria exige que o piloto desça bastante antes de conseguir suficiente inércia para fazer um loop. Com o Extra 300S, bastam algumas manobras simples e rápidas para conseguir realizar as maiores acrobacias no ar. 

BOMBARDIER LEARJET 45

Desde o lançamento do Modelo 23 projetado por Bill Lear, o Modelo Learjet 45 é um projeto totalmente diferente. Por mais que o Learjet 45 se pareça com o Modelo 35, ele só tem 50% das peças deste, o que reflete um grande avanço de design. Os parâmetros que definiram o Modelo 45 exigiam que ele tivesse o desempenho e a capacidade de manobra do Learjet 35 e um espaço de cabine superior ao de seus concorrentes. O Learjet 45 foi totalmente projetado em computador. Os arquivos do projeto freqüentemente alimentavam diretamente a linha de montagem, o que possibilitou um alto grau de precisão na fabricação, principalmente quando as peças que precisavam de encaixes precisos vinham de outros continentes. Com isso, a empresa conseguiu reduzir em grande medida o índice de rejeição de peças e o custo de produção. A 45.000 pés de altura, e com um peso de 7,7 toneladas, sua velocidade de cruzeiro alta é de 445 KIAS, com um fluxo de combustível de 1.062 libras por hora (pph). Com a velocidade de cruzeiro reduzida para 408 kts, o consumo de combustível cai para 987 pph. O Modelo 45 tem um índice máximo de IFR de aproximadamente 1.800 nm. Sua altitude operacional máxima é de 51 mil pés, alcançando facilmente sua altitude de cruzeiro a 45 mil pés, nível raramente atingido por outros tipos de jatos desta categoria. 

MOONEY M20M "BRAVO"

Os Mooneys foram concebidos para voar em alta velocidade. O foco na velocidade parece algo natural para uma empresa que antigamente fabricava aviões movidos a motor Porsche. Embora a parceria com os alemães não tenha durado muito, o compromisso da Mooney com a velocidade permaneceu no compromisso de testar modelos de motor extremamente potentes. O Bravo é o modelo mais rápido da empresa: com uma potência de 270 hp até a altura de 25 mil pés, o Bravo pode atingir uma velocidade superior a 220 KTAS, tornando-se o monomotor mais rápido da atualidade. Embora a inclusão de um turbocompressor possa encarecer e tornar um motor mais complexo, ele oferece muito mais flexibilidade a uma aeronave. O turbocompressor alimenta o motor com um ar mais denso que aquele encontrado em altitudes elevadas, fazendo com que ele atinja uma altura e velocidade superiores. Este é o grande diferencial do Bravo: sua capacidade de subir acima das turbulências e ainda manter a velocidade de cruzeiro de 220 nós. Em altitudes baixas e médias, o único modelo que o supera é o Ovation, também de fabricação Mooney. Acima de 10 mil pés, o Bravo supera qualquer outra aeronave, seja com um ou dois pistões, superando inclusive alguns bimotores extremamente rápidos como o Baron 58P e o Aerostar 601P. 

SCHWEIZER SGS 2-32

No final dos anos 60 e durante boa parte dos 70, o Schweizer SGS 2-32 destacou-se como o planador de múltiplos assentos com o melhor desempenho no mundo. Esta aeronave bateu muitos recordes mundiais de competições em planadores, incluindo um percurso de 505 milhas de distância. No início dos anos 60, a SAC (Schweizer Aircraft Corporation), na época, a maior fabricante de planadores, começou a ter sua hegemonia ameaçada por outras empresas européias. Essas empresas podiam construir planadores com um custo de mão de obra 50% inferior ao da Schweizer. Para competir neste mercado, a Schweizer tinha que produzir uma aeronave de melhor qualidade. Em um momento que a SAC mantinha 57% do controle nos Estados Unidos, a Schweizer apresentou o 2-32, sua milésima aeronave construída. Mas a situação da SAC não duraria muito tempo. Seus aviões em metal duravam eternamente, gerando uma saturação no mercado em meados dos anos 70. Alguns planadores europeus em fibra de vidro, novos, arrojados e a preços menores, começaram a entrar no mercado e a SAC finalmente encerrou a produção da sua linha de planadores em 1976, quando apenas 87 modelos 2-32 haviam sido vendidos. Contudo, o 2-32 já havia conquistado um lugar de destaque na história, tanto que, atualmente, um 2-32 em boas condições chega a atingir um preço de 50 mil dólares. O Schweizer 2-32 ainda é uma das opções mais procuradas pelos aficionados de vôo a vela. 

Add-Ons:
A tradição dos Add-Ons continuou no FS2004 e muitas aeronaves para FS2002 eram compatíveis com o FS2004.

14-BIS
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FSX (2007)

Em sua décima versão, o game traz gráficos ainda mais realistas e missões que aumentam o nível de jogabilidade. O Flight Simulator X traz novidades como controle de tráfego aéreo e imagens mais detalhadas, como os carros em estradas e vias expressas movimentadas, lanchas, navios cargueiros e turísticos. Os aeroportos mostram carros transportando bagagens, caminhões de combustíveis e outros veículos circulantes. O piloto poderá sobrevoar os portões e passear pelo desembarque de passageiros, além de enxergar animais selvagens em seus ambientes naturais. Montanhas e vales mais detalhados são criados por meio de modelos de elevação digital (DEM), enquanto as estradas e os rios foram baseados em dados vetoriais do mundo real. A ferramenta Autogen (recurso de auto-geração de cenário) possibilita mais detalhamento dos gráficos, com árvores e vegetações nas áreas e terrenos visitados pelos aviadores virtuais. Os jogadores da versão Deluxe do Flight Simulator X contam com o recurso de controle de tráfego aéreo, que fornece direções aos pilotos quando o céu está congestionado, permitindo que o aviador converse com outros jogadores. Os participantes podem compartilhar uma aeronave por meio de uma rede local ou da Internet, o que permite vivenciar uma situação de treinamento ideal ou mostrar determinada parte do mundo a um amigo ou parente.
Os jogadores podem escolher as missões de acordo com seu interesse ou nível de habilidade. As missões do "Tutorial" oferecem formas de se familiarizar com o jogo e ensinam como voar e navegar especificamente pelo Flight Simulator X. Já a seção "Desafios" oferece testes de habilidades diferentes e divertidos. As missões "Piloto de Linha Aérea" colocam os jogadores na cadeira do comandante, enquanto as missões de "Emergência" levam os participantes a locais remotos do planeta onde conseguem vivenciar desafios inéditos. Além disso, os pilotos podem fazer registros de suas horas no Logbook e montar um álbum com fotos de seus vôos. A versão Deluxe do Flight Simulator X ainda inclui o sistema de posicionamento global (GPS) Garmin G1000 com a característica glass cockpit, uma nova tecnologia cada vez mais utilizada nos cockpits atuais.

Aeronaves (Deluxe): Airbus A321, Ultraleve AirCreation SL450, Bell 206B Jet Ranger III, Boeing 737-800, Boeing 747-400, Bombardier CRJ-700, Bombardier Learjet 45, Cessna 208B Grand Caravan, Cessna 172 Skyhawk SP, DeHavilland DHC-2, Planador DG80BS, Douglas DC-3, Extra 300S, Grumman G-21A, Maule M7-260C, Maule M7-260C, Mooney Bravo, Piper J3 Club, Raytheon King Air 350, Robisson R22 Beta.

Flight Simulator X Gold Edition:
Essa versão traz mais de 80 missões, com desafios de acordo com as habilidades de cada jogador. O jogador pode escolher o que pilotar, onde voar e em que condições, em níveis de realismo jamais vistos. Além disso, é possível jogar em multiplayer. O pacote vem com: Flight Simulator X Deluxe e o Flight Simulator X Acceleration Expansion.

Aeroportos: 24 mil.

Flight Simulator X Acceleration:
A expansão Flight Simulator X Acceleration Expansion Pack oferece um modo de corridas multi-jogador emocionante, novas missões carregadas de ação e muito novos gráficos DX10. Desafie os seus amigos no novo modo de corrida ou teste as suas capacidades para voar nas 20 novas missões, como se fosse um piloto de testes da NASA, levando a cabo missões de busca e salvamento no oceano ou navegando num nevoeiro compacto no campo. Também estão incluídos seis novos mapas de cenário que incluem trajectos da famosa Red Bull Air Race e três novos aviões: F/A-18A Hornet, EH-101 Helicopter e P-51D Mustang.

Requisitos de sistema:
  • Windows XP SP2 ou Windows Vista
  • Processador de 1 Ghz
  • Memória RAM: 256 Mb para o Windows XP SP2, 512 Mb para o Windows Vista.
  • Disco rígido com 14 Gb livres.
  • Placa de vídeo com 32 Mb, compatível com DirectX 9.
  • Outros itens: compatibilidade de hardware com o DirectX 9 e placa de áudio conectada a alto-falantes e/ou fones de ouvido.
  • Requisitos para jogos on-line ou multijogador: modem com conexão 56,6 Kbps ou superior para jogos on-line.

AERONAVES:

Airbus A321

AirCreation SL450

Bell 206B Jet Ranger III

Boeing 737-800

Boeing 747-400

Bombardier CRJ-700

Bombardier LearJet 45

Cessna 208B Grand Caravan

Cessna 172 Skyhawk SP

De Havilland DHC-2

Planador DG808S

Douglas DC-3

Extra 300S

Grumman G21A

Maule M7-260C

Mooney Bravo

Piper J3 Club

Raytheon Baron 58

Raytheon King Air 350

Robison R22 Beta 2

Add-Ons:
Na última versão do Flight Simulator, os Add-Ons também estavam presentes

 

Microsoft Flight (2012)

Quatro anos depois do Flight Simulator X e quase trinta anos do primeiro Flight Simulator, a Microsoft anunciou o sucessor do Flight Simulator durante o Gamescon. O Microsft Flight é um jogo totalmente novo apenas baseado na franquia Flight Simulator, já que a ACES Studio foi fechada e a Microsoft reuniu uma nova equipe para trabalhar no jogo. As diferenças entre o Microsft Flight Simulator e o Microsft Flight começam no momento de adquirir o jogo; enquanto os Microsft Flight Simulator estavam disponíveis em Disquetes, CDs e DVDs, o Microsft Flight precisa ser baixado no site da Microsoft. Além disso o Microsft Flight é GRATUITO. Ele é baseado numa tecnologia baseada na Nuvem (Cloud) e está dentro do Games for Windows LIVE. Segundo a Microsoft, o novo jogo mantêm o mesmo nível de perfeição na simulação e estará mais focado na conectividade social. Porém ao contrário do Flight Simulator, o Microsoft Flight não vem com diversas aeronaves, cenário do mundo todo, todos os aeroportos do mundo, controle de tráfego aéreo (ATC) e tráfego virtual inteligente (Tráfego AI). O jogo conta apenas com o cenário do Havaí, uma aeronave e algumas poucas missões. Para adquirir conteúdo adicional é preciso que o jogador se cadastre (gratuitamente) no Windows Live para baixar atualizações gratuitas e pagas, incluindo novas aeronaves, cenários, missões e personalizações. Diferente do Flight Simulator, o Microsoft Flight é muito mais voltado para a conectividade social, o jogo atualiza as suas últimas tarefas no jogo automaticamente e conta com o perfil do piloto. Porém os jogadores também podem jogar o Microsoft Flight offline (sem uma conexão com a internet).
Outra novidade é que agora o jogador pode sair do avião apertando a tecla "E" e andar usando o mouse. A seção multiplayer é bem mais simples e fácil do que no Flight Simulator. O jogador pode entrar em salas públicas ou escolher com quais amigos irá voar. Um novidade legal é que agora podemos sair da nossa aeronave e pegar a aeronave do nosso amigo.
Além dos vôos livres, é possível capturar Aerocache, realizar trabalhos nos aeroportos. Os trabalhos incluem transporte de carga, passageiros e evacuação média. Os passageiros reclamam se você fizer manobras bruscas e as carga rolam de um lado para o outro da aeronave. Há também empregos ilegais, onde você pode ser preso se for pego realizando um deles.
Na seção do Perfil do Piloto você poderá ver o seu progresso no jogo e conferir quantos pontos de experiência você possui, esses pontos são ganhos quando você completa missões, desafios, transporta passageiros ou carga e até mesmo quando pousa e decola de uma certa quantidade de aeroportos.

Aeronaves: Icon A5, Boeing Stearman
Aeronaves (Pagas): Maule M-7, P-51, A6M2, Curtiss C-46, Curtiss P-40, Corsair F4, P-51
Requisitos do Sistema:
- Windows XP SP3 ou Vista ou 7 (recomendado: Windows 7 ou mais recente)
- Dual Core 2.0 GHz (recomendado: 3.0 GHz)
- Placa de Vídeo 256MB card compatível com shader 3.0 DX9.0c compliant (recomendado: 1024MB)
- 10GB disponíveis no disco rígido (recomendado: 30GB)
- 2GB memória RAM (recomendado: 6GB)